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Um acordo que combate eficazmente a azia

por Jorge Ribeiro Mendonça, em 13.01.14

Recentemente o anúncio da Pepsi Suécia contra o Cristiano Ronaldo incendiou os ânimos e as redes sociais, tendo havido declarações apaixonadas afirmando que nunca mais beberiam Pepsi porque o que se tinha passado era inadmissível.


Meses volvidos sobre esses episódios muito provavelmente já as relações dos consumidores portugueses com a Pepsi estão na mesma com exceção de que se falarem do tema logo regressam as mesmas declarações com o mesmo fervor das vésperas do jogo que motivou tal onda.


Na semana passada saiu, no entanto a notícia de que o Cristiano Ronaldo e a Pespi tinham chegado a um entendimento para ajudar a Casa dos Rapazes, convertendo a dissidência em generosidade.


Muitas vozes se ouvirão a dizer que isto tudo é uma manobra e a azia daquele episódio vai manter-se em muitos espíritos.


Mas esse entendimento é de facto um feito notável.


Vamos lá ver. O caso podia ter caído simplesmente no esquecimento ou num processo judicial interminável (que provavelmente existiu pelo menos em forma de ameaça) e nada se resolveria. Contudo, os envolvidos resolveram conversar e encontrar um entendimento que criasse valor.


O entendimento encontrado é bom porque ajuda a Casa dos Rapazes e só por si já era de valor. Mas há algo mais aqui, poucos se lembrariam de converter a dissidência num acordo construtivo de onde todos saem a ganhar. A Pepsi livra-se de um problema sério com o Cristiano Ronaldo, e pode inclusivamente publicitar o acordo nos seus materiais de marketing, o Cristiano Ronaldo e a Pepsi ficam associados a ações de responsabilidade social, a Casa dos Rapazes ganha uma casa nova.


A isto eu chamo uma verdadeira relação Win-Win neste caso ainda com mais um terceiro Winner. Se o CR7 já digeriu esta querela com a ajuda da Pepsi não há motivos para continuar com a dispepsia.

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publicado às 10:51